Uma comitiva de congressitas norte-americanos, composta por Ileana Ros-Lehtinen e por Mário e Lincoln Díaz-Ballart visitou Honduras. A congressista republicana, em conferência de imprensa, atribuiu a Manuel Zelaya e a suas ambições políticas a crise que se deslanchou no país. "Este é o governo legítimo de Honduras", acrescentou ainda a senadora, referindo-se a Roberto Micheletti e a seus ministros. "Quando voltar a Washington vou solicitar a meus colegas do Senado que venham a Honduras e que não vejam apenas o que apresentam os repórteres da CNN e de outros canais". Recomendação que, aliás, se poderia aplicar a muitos brasileiros que conhecem a situação em Honduras apenas pelas lentes de uma certa imprensa, cada vez mais oficialista.
Por fim, os deputados Mário e Lincoln Díaz-Ballart afirmaram ser necessário aplaudir e fortalecer o processo eleitoral, sobre o qual não deve haver controvérsia. As eleições, marcadas antes mesmo da deposição de Zelaya, e mantidas pelo atual governo, são a solução pacífica para a crise. Elas incomodam o chavismo e a diplomacia do governo Lula que só vê uma "solução": a imposição do regime de arbitrariedades chavistas. Nossa diplomacia precisa ter uma "mente mais aberta", como recomendou a senadora americana aos membros da OEA.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Hugo Chávez promove ódio entre hondurenhos
O presidente Roberto Micheletti acusou o mandatário venezuelano, Hugo Chávez, de promover ódio entre hondurenhos, e disse que os "Goriletti" são os democratas que o impediram de colocar as suas "botas" en Honduras, informa o jornal El Heraldo. Ao receber Manuel Zelaya na embaixada do Brasil, o Itamaraty, dirigido por Celso Amorim, tenta reverter esta situação e impor ao pequeno país centro-americano uma "rendição" ao chavismo.
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